1. Sobre pressão e expectativas para a corrida do próximo domingo:
Ana Beatriz Figueiredo: “Por enquanto, estou tranquila. Para mim é uma experiência nova, mas já tenho 17 anos de automobilismo e faz parte da profissão administrar a pressão. Meu foco para esta corrida é tentar aprender rapidamente, maximizar cada experiência e tentar terminar a prova. Acho que, por ser uma corrida de rua, em que normalmente acontecem muitos acidentes, se eu terminar a prova, terminarei bem”.
2. Sobre a Dreyer & Reinbold Racing:
Ana Beatriz Figueiredo: “Estou em uma equipe muito boa, com companheiros fortes e experientes, principalmente em circuitos mistos, e acho que posso tirar muita coisa boa disso. Eu me surpreendi muito positivamente com a equipe, que, apesar de não estar entre as grandes, tem um nível de organização excelente e grandes possibilidades de crescer. Estou muito feliz e sendo muito bem tratada. (brincando) Não sei como vai ser quando eu estiver batendo roda com roda com eles (os companheiros de equipe), mas por enquanto está ótimo.”
3. Sobre a possibilidade de correr a temporada completa ou fazer somente a prova de São Paulo:
Ana Beatriz Figueiredo: “Estou completamente focada na corrida e na questão técnica. Tem gente muito competente administrando minha carreira, os meus empresários André Ribeiro e Augusto Cesário, e eles estão cuidando para que eu consiga fazer o máximo de provas este ano.”
4. André Ribeiro compara o clima e a pressão sobre os brasileiros na Rio 400, a primeira prova da Indy (na época, Cart) no Brasil, vencida por ele no circuito oval do Autódromo de Jacarepaguá, em 1996, com o clima da São Paulo Indy 300:
“Na verdade, a maior pressão é o assédio que você recebe em uma prova dessas. A pressão é a ansiedade das pessoas em relação a você. E no Brasil você acaba encontrando, além dos fãs anônimos, muitas pessoas que participaram do início da sua carreira, que você não via há muito tempo, o segurança te cumprimenta e deseja boa sorte, essas coisas não acontecem nos Estados Unidos. Para os pilotos da Ganassi, por exemplo, o clima aqui não diz nada, não diz respeito a eles. A pressão realmente é só em cima dos brasileiros, a cidade de São Paulo está mobilizada em torno da corrida, como o Rio de Janeiro estava em 1996. Na verdade, eu lido bem com esse tipo de pressão, consigo transformá-la em energia positiva, e é isso que tenho tentado passar para a Bia, como carinhosamente aqui no Brasil tratamos a Ana Beatriz Figueiredo.”


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