Prezado Ricardo, não sou um expert no assunto. Estou entre os que sabem, não entre os que compreendem.

Mesmo assim, vou tentar responder sua pergunta, pois, como jornalista que morou em Belo Horizonte por seis anos, estive na Fiat algumas vezes cobrindo eventos e tenho uma noção do que acontece lá dentro.

 

A Fiat chegou ao Brasil em 1976. Seu primeiro produto foi um carro quadradinho, o 147, exatamente o oposto do líder Fusca, com suas linhas ovaladas.

 

Penso que esse foi o primeiro passo para uma estratégia que a empresa adotou no Brasil e que se provou certa ao longo de três décadas: a Fiat sempre fez diferente e isso fez a diferença.

 

São iniciativas da empresa: a primeira pick up pequena, carros 1.0, carros com 16 válvulas, com seis marchas, com câmbio semi-automático, entre outros.

 

Algumas idéias se tornaram sucesso de mercado, enquanto outras não pegaram. No entanto, tais iniciativas deram aos Fiat uma imagem de veículos diferenciados, à frente dos concorrentes.

 

É o caso, por exemplo, da Palio Weekend Adventure, que criou um novo nicho e tornou-se uma referência mais uma vez copiada pelos rivais.

 

Se não fosse pelo câmbio ruim do 147, que ao meu ver prejudicou e muito o início da Fiat no Brasil, acredito que a ascensão da montadora teria sido mais rápida, pois ela sempre chamou a atenção dos compradores através de produtos inovadores e criativos.

 

Posso estar enganado, mas acredito que uma só palavra resume o sucesso da Fiat no Brasil: inovação.

 

Um abraço do Piloto X. Paz.


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