E Papai Noel poderia ir além. Ele poderia, por exemplo, trazer de presente um pai atencioso e uma mãe carinhosa para o menino órfão. Ele poderia curar os vários meninos que morrem diariamente de aids, de câncer e de outras doenças que principalmente as crianças não merecem sofrer. Ele poderia tirar os meninos que perambulam pelas ruas e dar um lar de verdade a cada um deles.
Papai Noel poderia ainda não permitir que as crianças fossem raptadas, espancadas, hostilizadas ou sofressem qualquer tipo de violência física ou moral. Mais do que brinquedos, o bom velhinho poderia dar uma vida digna a todas as crianças do mundo.
Dessa forma, o espírito de criança permaneceria no coração do homem até ele atingir a idade adulta. Os homens com espírito de criança iriam sorrir mais, cantar mais, sonhar mais e até brincar com os seus problemas.
Os “homens-criança” trariam sempre nos olhos a capacidade de ver graça e magia nas coisas da vida; seriam mais felizes e fariam com que as pessoas ao redor também fossem mais felizes.
É uma grande pena que Papai Noel não exista e os “homens-criança” sejam apenas uma utopia. É uma pena que Papai Noel não tenha me tornado um piloto de Fórmula 1. Schumacher, que tem a mesma idade que eu, jamais teria sido campeão do mundo sete vezes.
Um abraço do Piloto X. Paz.

* dedicado ao meu filho Lucas, seqüestrado em fevereiro de 2002, em Três Corações MG e libertado um mês depois, em uma favela em Arujá, na Grande São Paulo, após ser covardemente torturado


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